Brahimi e Jackson lideram a "armada" de Lopetegui

O criativo argelino e o goleador colombiano são responsáveis por mais de 50% da produtividade ofensiva do FC Porto e as principais ameaças à baliza benfiquista no "clássico".
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Jackson e Brahimi são as figuras maiores do FC Porto da "era" Lopetegui, valendo 24 dos 47 golos marcados nesta época, e podem ser peças-chave neste domingo, frente ao Benfica, no "clássico" da I Liga.

O destaque no capítulo da concretização vai para o melhor marcador das duas últimas épocas e líder da tabela dos goleadores, Jackson Martínez, que já marcou 17 vezes, dez na I Liga, uma na Taça de Portugal, cinco na Liga dos Campeões e outra no "play-off" de acesso à competição da UEFA.

Do histórico do jogador constam três golos ao Benfica, o último dos quais no derradeiro jogo da época de 2013/14, no Estádio do Dragão, 20.º da conta pessoal do avançado colombiano, num jogo em que a formação encarnada se apresentou como virtual campeã nacional.

Nas meias-finais da Taça de Portugal de 2013/14, Jackson Martínez também marcou na primeira mão da eliminatória com o Benfica, no Dragão, mas o golo foi curto para evitar a eliminação no Estádio da Luz, com a vitória encarnada, por 3-1.

Noutro jogo da última temporada disputado entre FC Porto e Benfica, referente às meias-finais da Taça da Liga, o ponta-de-lança esteve em destaque, mas pela negativa, ao falhar uma grande penalidade, que acabaria para contribuir para a eliminação (3-4).

Na época de 2012/13, Jackson Martínez defrontou por duas vezes o Benfica, marcando um dos golos do empate na Luz (2-2). No jogo decisivo da atribuição do título, o avançado internacional colombiano ficou em branco e passou o papel de "matador" a Kelvin.

A cumprir a sua terceira época no FC Porto, Jackson teve uma entrada de "dragão" no I Liga 2014/15, marcando sucessivamente nas quatro primeiras jornadas (cinco golos), sendo decisivo na vitória em Paços de Ferreira (1-0) e no empate em Guimarães (1-1).

O máximo goleador portista ficou em branco nas três jornadas seguintes, inclsuive frente ao Sporting (1-1), mas regressou com um "bis" na goleada em Arouca (5-0). Após mais duas rondas de "jejum", o colombiano marcou um na receção ao Rio Ave (5-0) e bisou na última jornada frente à Académica, em Coimbra.

Além do colombiano, também o franco-argelino Brahimi, que esta época chegou ao FC Porto, é um dos jogadores imprescindíveis de Julen Lopetegui, por muito que o treinador espanhol promova a rotatividade no plantel.

Com sete golos em competições oficiais, dois na Liga, quatro na Liga dos Campeões e um no "play-off", Brahimi, de 24 anos, destaca-se sobretudo pela influência que o seu jogo tem no rendimento da equipa.

Exímio no drible, de remate fácil e com capacidade de inventar espaço onde não existe, o internacional argelino tem deixado a sua marca a construir, a marcar e a assistir e já mostrou que dos seus pés podem sair as soluções nos jogos mais complicados.

Apesar de Julen Lopetegui defender que o jogo com o Benfica não iria condicionar o "onze" para a receção de quarta-feira ao Shakhtar Donetsk, no Dragão, o facto é Jackson e Brahimi foram dois dos jogadores poupados, porque ambos podem ser a chave do jogo com os 'encarnados'.

Danilo, Martins Indi, Héctor Herrera e Óliver Torres são outros nomes que se têm destacado entre a "constelação" que é o plantel do FC Porto versão 2014/15. Resta saber se será suficiente para superar o Benfica na corrida pelo título, com o primeiro "round" agendado para as 20.00 de hoje.

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